Esta bicicleta nasceu para correr. Acabou na passerelle.
A Louis Vuitton levou uma Pinarello Dogma F à passerelle de Paris. Carbono, pele, cromados e engenharia de competição encontram-se numa bicicleta talvez demasiado desejável para conhecer o asfalto.

Uma bicicleta concebida para ganhar corridas entrou na Semana da Moda de Paris sem tocar no chão. Na apresentação da coleção masculina Primavera-Verão 2027 da Louis Vuitton, a nova Dogma F criada com a Pinarello surgiu transportada ao ombro por um modelo. A imagem dizia tudo: aquele objeto pertencia tanto à passerelle como à estrada.
O projeto nasceu da Dogma F, um dos modelos de competição mais reconhecidos da marca italiana, e foi desenhado por Pharrell Williams, diretor criativo de moda masculina da Louis Vuitton. A estrutura mantém a vocação de alta performance, enquanto a Maison intervém onde melhor sabe: nos materiais, na superfície e no desejo. O selim e o guiador foram revestidos a pele, a forqueta e o cockpit receberam acabamento cromado e a pintura foi desenvolvida numa paleta exclusiva, com detalhes concluídos à mão.
A componente técnica não foi suavizada para caber no cenário. A bicicleta utiliza transmissão eletrónica Shimano Dura-Ace Di2, pneus Continental GrandPrix 5000S TR, um sistema aerodinâmico CeramicSpeed e rodas Princeton CarbonWorks de três raios, também trabalhadas com referências ao Monogram. Sob a pele e o brilho, continua a existir uma superbike preparada para responder a cada watt.
O encontro entre as duas marcas é menos improvável do que parece. A Pinarello pertenceu durante vários anos à esfera da L Catterton, ligada à LVMH, antes de ser vendida em 2023. A colaboração recupera essa proximidade, mas acrescenta-lhe uma leitura muito contemporânea: a performance já não precisa de ficar confinada ao desporto, tal como a moda deixou de viver apenas no vestuário.
A edição será comercializada exclusivamente através da Louis Vuitton. Nem o preço nem o número de exemplares foram oficialmente anunciados (fala-se, por aí, num valor na casa dos 50k), o que apenas adensa a névoa de raridade em redor do projeto.
Resta saber quantas conhecerão realmente o asfalto. A Dogma F nasceu para cortar o vento, subir montanhas e disputar segundos. Nesta versão, poderá passar mais tempo suspensa numa parede do que encostada a uma meta. Mesmo parada, porém, já cumpriu uma função essencial: mostrar que uma bicicleta pode ser máquina, peça de design e acessório de moda sem pedir licença a nenhuma destas categorias.Uma bicicleta concebida para ganhar corridas entrou na Semana da Moda de Paris sem tocar no chão. Na apresentação da coleção masculina Primavera-Verão 2027 da Louis Vuitton, a nova Dogma F criada com a Pinarello surgiu transportada ao ombro por um modelo. A imagem dizia tudo: aquele objeto pertencia tanto à passerelle como à estrada.
O projeto nasceu da Dogma F, um dos modelos de competição mais reconhecidos da marca italiana, e foi desenhado por Pharrell Williams, diretor criativo de moda masculina da Louis Vuitton. A estrutura mantém a vocação de alta performance, enquanto a Maison intervém onde melhor sabe: nos materiais, na superfície e no desejo. O selim e o guiador foram revestidos a pele, a forqueta e o cockpit receberam acabamento cromado e a pintura foi desenvolvida numa paleta exclusiva, com detalhes concluídos à mão.
A componente técnica não foi suavizada para caber no cenário. A bicicleta utiliza transmissão eletrónica Shimano Dura-Ace Di2, pneus Continental GrandPrix 5000S TR, um sistema aerodinâmico CeramicSpeed e rodas Princeton CarbonWorks de três raios, também trabalhadas com referências ao Monogram. Sob a pele e o brilho, continua a existir uma superbike preparada para responder a cada watt.
O encontro entre as duas marcas é menos improvável do que parece. A Pinarello pertenceu durante vários anos à esfera da L Catterton, ligada à LVMH, antes de ser vendida em 2023. A colaboração recupera essa proximidade, mas acrescenta-lhe uma leitura muito contemporânea: a performance já não precisa de ficar confinada ao desporto, tal como a moda deixou de viver apenas no vestuário.
A edição será comercializada exclusivamente através da Louis Vuitton. Nem o preço nem o número de exemplares foram oficialmente anunciados (fala-se, por aí, num valor na casa dos 50k), o que apenas adensa a névoa de raridade em redor do projeto.
Resta saber quantas conhecerão realmente o asfalto. A Dogma F nasceu para cortar o vento, subir montanhas e disputar segundos. Nesta versão, poderá passar mais tempo suspensa numa parede do que encostada a uma meta. Mesmo parada, porém, já cumpriu uma função essencial: mostrar que uma bicicleta pode ser máquina, peça de design e acessório de moda sem pedir licença a nenhuma destas categorias.
